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Pesquisadores lutam para preservar o jacaré-açu, no Rio Araguaia, em GO

Pesquisadores lutam para preservar o jacaré-açu, no Rio Araguaia, em GO

Para os pesquisadores que trabalham no Rio Araguaia, em Goiás, preservar o temido jacaré-açu é um desafio. Por meio de um censo feito na Área de Proteção Ambiental (APA) Meandros do Rio Araguaia, situado no distrito de Luiz Alves, os profissionais monitoram a vida do animal para garantir sua sobrevivência.
O censo começou a ser feito em 2006 e já revelou algumas conclusões. A estimativa é que 24 mil jacarés habitem somente na área de proteção ambiental. Segundo o levantamento, a população vem se mantendo nos últimos anos.
O trabalho, feito na lua minguante – quando o céu está mais escuro -, é realizado durante a noite, período de maior atividade do jacaré-açu. O silibim – luz artificial – é uma das ferramentas mais importantes. Com ele é possível ver os olhos brilhantes dos jacarés e capturá-los para fazer os procedimentos necessários.
A maior luta é para dominar o animal, que pode passar dos três metros de comprimento.
Após capturá-lo, os pesquisadores o levam até uma praia e mobilizam as patas. Por último, a equipe amarra a boca do bicho. O animal é tem vida longa. “O jacaré é como a tartaruga, um bicho de vida longa.
Tem registro de jacaré americano que viveu em zoológico 80 anos após capturado”, explica o biólogo Thiago Almeida.
Análise
O primeiro passo dos pesquisadores é saber se o bicho é macho ou fêmea, o que é feito pela cloaca do animal.
No censo, os jacarés são marcados com um corte da cartilagem do rabo, parte onde não circula sangue e o animal não sente dor. Cada gomo do rabo marcado significa um número. O trabalho é minucioso e demorado.
“Quanto mais conhecemos uma espécie e a relação dela com o ecossistema que ela utiliza, temos mais dados para ajudar a conservá-la”, declara Thiago Almeida
Para saber quantos jacarés vivem no lago às margens do Rio Araguaia, o biólogo vai até a ponta do barco, passa a luz do silibim e conta os números e espécies. O trabalho exige atenção.
“Concluímos que ainda há predação e caça e isso causa certo impacto na população, mas, mesmo assim, podemos considerar que essa população da APA está estável. Esperamos que tenha jacaré ainda por muito tempo”, espera o biólogo.

 Programa ‘Força do Araguaia’ – TV Anhanguera

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